Algumas novidades no retorno dos Los Hermanos aos palcos, o show do dia 24/03 no Festival Rock Me teve umas surpresas inesperadas...Ao invés de começar o show com "O vencedor"(que rolou só no bis)eles abriram com "Todo carnaval tem seu fim", a música "Santa chuva" ainda continua rolando nos shows pra delírio dos fãs...o resto das músicas são as mesmas já executadas na última turnê da banda.
Músicas novas:
No show rolou 2 músicas novas onde a banda já deram nome provisório, são elas "Vento" (Rodrigo Amarante) e "Pois é"(Marcelo Camelo).Não se sabe se o nome das músicas sofrerá alguma alteração, mas até o disco o sair vão ser chamadas assim.Um momento marcante do show(segundo os fãs)foi a execução da nova música do Amarante "vento", ao lado do palco estava presente a sua namorada que não aguentou as lágrimas...As informações são dos próprios fãs que relataram no Orkut na comunidade da banda.Abaixo confira o set list do show, incluindo as músicas novas...
Foto:
www.fotolog.net/brunows
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18.3.05
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Matéria no jornal A TARDE
Sem maquiagem
Primeiro DVD oficial do quarteto carioca Los Hermanos traz show, turnês pelo Nordeste e
pela Europa, além da intimidade da produção do disco Ventura
Marcos Casé
Assim que os portões são abertos, uma multidão se apressa para buscar os melhores lugares do antigo Cine Íris, na Rua da Carioca, no centro do Rio de Janeiro. Em poucos instantes, os três andares da casa estão lotados, e o burburinho é transformado em ansiedade. Falta pouco para que, como fiéis, o público passe as próximas duas horas em um fervor coletivo, cantando, uma a uma, todas as músicas tocadas pelo quarteto carioca Los Hermanos.
As imagens fazem parte do primeiro DVD oficial da banda, Los Hermanos no Cine Íris, lançado pela BMG/Sony Music, que, finalmente, substitui o simplório DVD Luau MTV (2002), tirado do programa homônimo da emissora e gravado em Costa do Sauípe, e que era, até agora, a única forma de ver e ouvir a banda em casa com imagem e som digitais.
O DVD registra em película de 16mm o show feito pelo grupo em 28 de junho de 2004. O diretor é Eduardo Valente, com quem o grupo já havia trabalhado anteriormente em outras duas ocasiões. A primeira, quando a música Quem Sabe, do segundo disco Bloco do Eu Sozinho, foi utilizada pelo diretor no curta Sol Alaranjado (premiado em Cannes em 2002). Depois, ele convidou a banda para fazer a trilha sonora de seu curta seguinte, Castanho.
No DVD, ao todo, são 20 faixas que faziam parte da turnê do Ventura. Deste terceiro disco, estão 14 canções (só ficou de fora a Do Lado de Dentro), que se misturam com cinco músicas do Bloco do Eu Sozinho (Todo Carnaval Tem Seu Fim, Retrato pra Iaiá, Sentimental, Adeus Você e A Flor) e com Quem Sabe, que está no álbum de estréia.
Incrível é que todas as músicas sejam acompanhadas pelo público. Em algumas, até o som dos metais ou acordes do baixo e riffs das guitarras são entoados como se fossem letras. Valente soube captar o fervor dos fãs em torno da banda. Só quem assistiu a pelo menos uma apresentação deles nos últimos meses pode ter a idéia do que representam hoje. Na cena musical brasileira, não existe quem desperte devoção semelhante.
Valente coordenou uma equipe de quatro câmeras para captar as sensações de um único show. A intenção era a de escapar do ritmo frenético de edição habitual dos DVDs de música e conseguir registrar somente o momento que a banda vive e a empatia com o seu público. A maior parte do show é filmada em plano aberto, mostrando os músicos tocando, vibrando e cantando entre si e com a platéia.
Em muitas cenas, é fácil notar que a banda canta, mesmo sem microfones, como se fizesse parte da massa que estava ali, só para curtir. Segundo o tecladista Bruno Medina, a intenção era de fato esta. "A idéia era a de que esse DVD não fosse meramente um apanhado de shows do Los Hermanos, ou mesmo um show montado a partir de gravações realizadas em dias diferentes, mas sim o registro documental de uma noite em especial, um show apenas, com todas as singularidades que pudessem tornar único aquele evento", comentou.
FILME
Nos extras, pode-se ter uma idéia do que, neste exato momento, deve estar acontecendo com Marcelo Camelo (voz e guitarra), Rodrigo Amarante (também voz e guitarra), Bruno Medina (teclados) e Rodrigo Barba (bateria), na criação do quarto disco, aguardado para meados deste ano. Como fez na pré-produção do Ventura, o grupo se refugiou num sítio na serra fluminense, onde os músicos estão criando, brincando e ensaiando o novo repertório. Como no Ventura, a produção será assinada por Kassin.
Esse é um dos baratos do DVD. Parte do processo criativo está ali, ao alcance de todos, como se os rapazes estivessem participando de um Big Brother e esquecessem que estavam sendo filmados na intimidade e descontração, no processo de concepção do disco.
O documentário Além do que se Vê, produzido por dois amigos de faculdade (Caito Mainer e Felipe Abrahão), registra todas as etapas, das primeiras idéias até a turnê. Em aproximadamente uma hora, podem ser vistas desde imagens do sítio, integrantes descabelados, com camisas furadas e muito à vontade, até a fase de mixagem do trabalho.
O principal trunfo talvez seja apresentar a banda sem maquiagem, na intimidade, revelando as composições ainda incompletas, sem instrumentos e melodias cruas mesmo. Até os títulos nasceram ali em tentativas quase loucas, quase sérias. Parece ter sido uma forma de aproximar um pouco mais os Hermanos dos fãs.
O filme registra, ainda, a turnê pelo Nordeste e pela Europa e um encontro com o Paralamas do Sucesso em estúdio e no palco, onde Herbert Vianna elogia a banda mas não aparece no vídeo. A renegada Anna Júlia também está lá numa versão acústica feita num estúdio de Portugal.
Os baianos que estão com saudades da banda vão ter que esperar um pouco. Sem tocar em público desde 12 de dezembro do ano passado, as próximas apresentações estão programadas para o Rio de Janeiro, no Circo Voador, no dia 24, e em Recife, Pernambuco, no Abril Pro Rock, dia 15 de abril. Por enquanto, a agenda do grupo não fala em shows em Salvador.
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16.3.05
Matéria no O Estado de São Paulo
Dois retratos fiéis de uma banda chamada Los Hermanos
DVD do grupo mostra show no Cine Íris e making of da produção de Ventura
Por Arthur Dapieve
Contam os antigos que as segundas-feiras eram agitadas na Rua da Carioca, nos anos 10 do século passado. Às 13 h, hora de abertura de duas salas de projeção que funcionavam quase em frente uma da outra, o Cine Ideal e o Cine Íris, as filas se embaralhavam e chegavam a impedir o tráfego. O Íris, fundado em 1909, era o mais chique. Não foi por isso, porém, que ele sobreviveu ao século 20, diferentemente do Ideal, e do Pátria, do Avenida, do Império, de tantos outros. O Íris sobreviveu porque se tornou um ponto pornô, com filmes XXX e números de sexo explícito. Recentemente, contudo, a sala no Centro do Rio foi reaproveitada pela modernidade também como local de festas e shows de rock.
Por coincidência na noite de uma segunda-feira, 28 de junho de 2004, foi registrado o DVD Los Hermanos no Cine Íris (lançamento BMG). Dirigido por Eduardo Valente, o disco de som + imagem traz um registro naturalista da apresentação da banda carioca formada por Marcelo Camelo (voz, guitarra e baixo), Rodrigo Amarante (voz, guitarra e baixo), Bruno Medina (teclados) e Rodrigo Barba (bateria). As primeiras imagens mostram os arranha-céus das vizinhanças do ponto de vista do pedestre e acompanham o anoitecer de um ponto fixo na Rua da Carioca. Então, no canto do quadro, você nota uma fila se formando. As pessoas, adivinhou!, estão ali para assistir a Los Hermanos no Cine Íris. Eles sobem ao palco, tocam 20 músicas diante da platéia enamorada - e adeus. Simples assim.
Valente achou o ritmo correto para filmar aqueles quatro barbudos gentis que à primeira vista fazem pensar numa célula da Al-Qaeda na Gávea (eles estudavam Comunicação na PUC-Rio antes de Anna Júlia ganhar o mundo). Há um certo vagar no registro, uma certa calma que, sensatamente, não constrói os rapazes da banda como os guitar heroes que eles não são. Não um banho de testosterona, mas uma aula de sensibilidade. O olhar das câmeras de 16 mm espalhadas pelo Cine Íris é amoroso tanto para com Los Hermanos e sua banda de apoio - Gabriel Bubu (baixo e guitarra), Bubu Trompete (e flugelhorn), Marcelo Costa (saxofones) e Mauro Zacharias (trombone) - quanto para seus fãs. Alguns dos melhores momentos do DVD, aliás, pertencem às pessoas nas primeiras filas, que recitam as letras de Camelo e Amarante como em oração, de olhos fechados.
Todavia, esse tempo real da filmagem também termina por enfatizar os silêncios entre as músicas: Los Hermanos têm bastante repertório e sua platéia, bastante entusiasmo para encararem todos uma seqüência emendada de canções. Isso, acredito, potencializaria a beleza do encontro. Constam da hora e vinte e pouco de show, O Vencedor, Todo Carnaval Tem Seu Fim, Quem Sabe, Cara Estranho, Sentimental, De Onde Vem a Calma. Um total de 20 músicas que cobrem os seus três CDs: Los Hermanos (1999), Bloco do Eu Sozinho (2001) e, sobretudo, Ventura (2003). Neles, e no show do DVD, ouve-se rock alternativo, não-sectário, aberto a hardcore, ska, samba, surf e pop music.
FIM DA PECHA
É bom alertar que no show Los Hermanos no Cine Íris não se ouve Anna Júlia. Se, num primeiro momento, era importante sua descaracterização como "banda de uma música só", agora, seis anos depois, ninguém de boa fé poderia pespegar-lhe tal pecha. Hoje, ela chama atenção é pela ausência. Anna Júlia já pode sair da geladeira para ser apreciada como a certeira canção pop que cativou até o recém-falecido Jim Capaldi. Sinal de que isso já pode estar acontecendo surge no documentário que acompanha o show, Além do Que se Vê, dirigido por Caito Mainier e Felipe Abrahão, dois ex-colegas da PUC: a certa altura, Camelo e Amarante são mostrados tocando uma versão acústica numa rádio de Portugal.
O documentário de pouco mais de 50 minutos acompanha a pré-produção de Ventura, num sítio de Petrópolis; as gravações do CD produzido por Kassin; os primeiros shows com o novo repertório, em Recife, Aracaju, Salvador, Espanha; e um encontro com a trupe dos Paralamas do Sucesso. Há, em todas as etapas, uma desmistificação do trabalho artístico, bem ao gosto de Los Hermanos. Ensaios extenuantes, tédio, dúvidas, solidão, passagem da parte dos sopros aos outros músicos na base do tá-tá-rá. Uma estratégia deliberada - bem como o show sem discursos ou poses - de não querer glamourizar a vida, de não querer tornar suas canções nada além do que elas são: excelentes canções.
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Confiram a entrevista com Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante por Arthur Dapieve e Paulo Roberto Pires:
Entrevista
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Dois retratos fiéis de uma banda chamada Los Hermanos
DVD do grupo mostra show no Cine Íris e making of da produção de Ventura
Por Arthur Dapieve
Contam os antigos que as segundas-feiras eram agitadas na Rua da Carioca, nos anos 10 do século passado. Às 13 h, hora de abertura de duas salas de projeção que funcionavam quase em frente uma da outra, o Cine Ideal e o Cine Íris, as filas se embaralhavam e chegavam a impedir o tráfego. O Íris, fundado em 1909, era o mais chique. Não foi por isso, porém, que ele sobreviveu ao século 20, diferentemente do Ideal, e do Pátria, do Avenida, do Império, de tantos outros. O Íris sobreviveu porque se tornou um ponto pornô, com filmes XXX e números de sexo explícito. Recentemente, contudo, a sala no Centro do Rio foi reaproveitada pela modernidade também como local de festas e shows de rock.
Por coincidência na noite de uma segunda-feira, 28 de junho de 2004, foi registrado o DVD Los Hermanos no Cine Íris (lançamento BMG). Dirigido por Eduardo Valente, o disco de som + imagem traz um registro naturalista da apresentação da banda carioca formada por Marcelo Camelo (voz, guitarra e baixo), Rodrigo Amarante (voz, guitarra e baixo), Bruno Medina (teclados) e Rodrigo Barba (bateria). As primeiras imagens mostram os arranha-céus das vizinhanças do ponto de vista do pedestre e acompanham o anoitecer de um ponto fixo na Rua da Carioca. Então, no canto do quadro, você nota uma fila se formando. As pessoas, adivinhou!, estão ali para assistir a Los Hermanos no Cine Íris. Eles sobem ao palco, tocam 20 músicas diante da platéia enamorada - e adeus. Simples assim.
Valente achou o ritmo correto para filmar aqueles quatro barbudos gentis que à primeira vista fazem pensar numa célula da Al-Qaeda na Gávea (eles estudavam Comunicação na PUC-Rio antes de Anna Júlia ganhar o mundo). Há um certo vagar no registro, uma certa calma que, sensatamente, não constrói os rapazes da banda como os guitar heroes que eles não são. Não um banho de testosterona, mas uma aula de sensibilidade. O olhar das câmeras de 16 mm espalhadas pelo Cine Íris é amoroso tanto para com Los Hermanos e sua banda de apoio - Gabriel Bubu (baixo e guitarra), Bubu Trompete (e flugelhorn), Marcelo Costa (saxofones) e Mauro Zacharias (trombone) - quanto para seus fãs. Alguns dos melhores momentos do DVD, aliás, pertencem às pessoas nas primeiras filas, que recitam as letras de Camelo e Amarante como em oração, de olhos fechados.
Todavia, esse tempo real da filmagem também termina por enfatizar os silêncios entre as músicas: Los Hermanos têm bastante repertório e sua platéia, bastante entusiasmo para encararem todos uma seqüência emendada de canções. Isso, acredito, potencializaria a beleza do encontro. Constam da hora e vinte e pouco de show, O Vencedor, Todo Carnaval Tem Seu Fim, Quem Sabe, Cara Estranho, Sentimental, De Onde Vem a Calma. Um total de 20 músicas que cobrem os seus três CDs: Los Hermanos (1999), Bloco do Eu Sozinho (2001) e, sobretudo, Ventura (2003). Neles, e no show do DVD, ouve-se rock alternativo, não-sectário, aberto a hardcore, ska, samba, surf e pop music.
FIM DA PECHA
É bom alertar que no show Los Hermanos no Cine Íris não se ouve Anna Júlia. Se, num primeiro momento, era importante sua descaracterização como "banda de uma música só", agora, seis anos depois, ninguém de boa fé poderia pespegar-lhe tal pecha. Hoje, ela chama atenção é pela ausência. Anna Júlia já pode sair da geladeira para ser apreciada como a certeira canção pop que cativou até o recém-falecido Jim Capaldi. Sinal de que isso já pode estar acontecendo surge no documentário que acompanha o show, Além do Que se Vê, dirigido por Caito Mainier e Felipe Abrahão, dois ex-colegas da PUC: a certa altura, Camelo e Amarante são mostrados tocando uma versão acústica numa rádio de Portugal.
O documentário de pouco mais de 50 minutos acompanha a pré-produção de Ventura, num sítio de Petrópolis; as gravações do CD produzido por Kassin; os primeiros shows com o novo repertório, em Recife, Aracaju, Salvador, Espanha; e um encontro com a trupe dos Paralamas do Sucesso. Há, em todas as etapas, uma desmistificação do trabalho artístico, bem ao gosto de Los Hermanos. Ensaios extenuantes, tédio, dúvidas, solidão, passagem da parte dos sopros aos outros músicos na base do tá-tá-rá. Uma estratégia deliberada - bem como o show sem discursos ou poses - de não querer glamourizar a vida, de não querer tornar suas canções nada além do que elas são: excelentes canções.
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Confiram a entrevista com Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante por Arthur Dapieve e Paulo Roberto Pires:
Entrevista
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15.3.05
Correção:
Sobre a matéria "Los Hermanos sem o impacto que têm ao vivo"
O Globo
Em crítica do DVD de Los Hermanos, publicada na quarta-feira passada, há um erro: o grupo não canta o samba "Cara valente" (de Marcelo Camelo, gravado por Maria Rita), e sim o rock "Cara estranho".
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Saiu no Diário de Pernambuco
DVD traduz a música dos Los Hermanos
Luciana Veras
Da equipe do DIARIO
Após o primeiro disco, eles saltaram de estreantes descompromissados aos mais tocados em todas as rádios. Era o momento Anna Júlia. No segundo álbum, apuraram o som, poliram as guitarras e aprimoraram os versos. Afirmaram-se para os fãs e foram rechaçados pela gravadora, que exigiu mudanças em Bloco do Eu Sozinho. Era o momento Todo Carnaval Tem Seu Fim. Em 2003, quatro anos depois do primeiro CD e por uma outra empresa, lançaram um disco e conquistaram novos aficcionados. É o momento Ventura, que perdurou durante 2004 e, de uma forma, atinge o ápice agora, com o lançamento do DVD Los Hermanos no Cine Íris - Ao Vivo 28 de Junho.
Uma breve idéia do quanto esperado era esse DVD pode ser tida com a constatação de que todos os exemplares encomendados pela filial recifense da Livraria Cultura se esgotaram num único dia. É compreensível, posto que Los Hermanos no Cine Íris é o produto ideal para quem já curte Marcelo Camelo, Rodrigo Amarante, Bruno Medina e Rodrigo Barba. Dividido em duas partes, o DVD cumprea função básica de todo disco digital musical - mostrar um show, resumir a carreira de um artista - e vai bem Além do Que Se Vê, título de uma das canções de Ventura e de um filme de cerca de 52 minutos que documenta o processo de gravação do terceiro álbum dos cariocas.
Além do Que Se Vê é um ótimo extra. Imagens dos hermanos enfurnados num sítio em Petrópolis, lapidando canções como Último Romance (há uma seqüência que elucida de onde vem o nome da música) ou Cara Estranho, são seguidas por cenas deles em shows, como no Abril Pro Rock de 2003, quando ainda não tinham lançado Ventura mas já eram adorados por aqui. Há passagens no Exterior (entre elas uma versão acústica de Anna Júlia gravada em Portugal), outros shows, os toques finais no disco; cada cena desse registro de bastidores dá a dimensão de como o grupo é entrosado, faz o que gosta e se sente feliz com isso.
Talvez por isso seja melhor ver primeiro o extra e depois a apresentação no Cine Íris para uma platéia de 800 fãs. A melhor definição sobre a proposta do Los Hermanos para a documentação de um show é dada pelo cineasta Eduardo Valente, que dirigiu a filmagem (4 câmeras 16mm profissionais e uma Bolex): "Eles me chamaram, queriam fazer em película, aí eu topei mas disse que nunca tinha feito algo assim e não saberia fazer como as outras pessoas normalmente fazem. Eles responderam que como as outras pessoas faziam era justo o que eles não queriam.
Então, por trás de tudo havia um conceito. Não é o registro do show, é um documentário sobre o show do Los Hermanos naquele dia". Prevalece o que Valente chama de "sentimento do show", um misto de alegria, êxtase, intensidade. Ao Vivo 28 de Junho significa, pois, que aos detratores não adianta reclamar: os Los Hermanos são uma das melhores bandas em atividade do Brasil, gigantes que emocionam ao vivo e sábios que aprenderam como eternizar sua obra. (Luciana Veras)
Serviço:
Los Hermanos no Cine Íris - Ao Vivo 28 de Junho (BMG)
Quanto: R$ 42,00 (preço médio)
Onde comprar: Shopping Virtual do Pernambuco.com (www.pernambuco.com)
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Sobre a matéria "Los Hermanos sem o impacto que têm ao vivo"
O Globo
Em crítica do DVD de Los Hermanos, publicada na quarta-feira passada, há um erro: o grupo não canta o samba "Cara valente" (de Marcelo Camelo, gravado por Maria Rita), e sim o rock "Cara estranho".
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Saiu no Diário de Pernambuco
DVD traduz a música dos Los Hermanos
Luciana Veras
Da equipe do DIARIO
Após o primeiro disco, eles saltaram de estreantes descompromissados aos mais tocados em todas as rádios. Era o momento Anna Júlia. No segundo álbum, apuraram o som, poliram as guitarras e aprimoraram os versos. Afirmaram-se para os fãs e foram rechaçados pela gravadora, que exigiu mudanças em Bloco do Eu Sozinho. Era o momento Todo Carnaval Tem Seu Fim. Em 2003, quatro anos depois do primeiro CD e por uma outra empresa, lançaram um disco e conquistaram novos aficcionados. É o momento Ventura, que perdurou durante 2004 e, de uma forma, atinge o ápice agora, com o lançamento do DVD Los Hermanos no Cine Íris - Ao Vivo 28 de Junho.
Uma breve idéia do quanto esperado era esse DVD pode ser tida com a constatação de que todos os exemplares encomendados pela filial recifense da Livraria Cultura se esgotaram num único dia. É compreensível, posto que Los Hermanos no Cine Íris é o produto ideal para quem já curte Marcelo Camelo, Rodrigo Amarante, Bruno Medina e Rodrigo Barba. Dividido em duas partes, o DVD cumprea função básica de todo disco digital musical - mostrar um show, resumir a carreira de um artista - e vai bem Além do Que Se Vê, título de uma das canções de Ventura e de um filme de cerca de 52 minutos que documenta o processo de gravação do terceiro álbum dos cariocas.
Além do Que Se Vê é um ótimo extra. Imagens dos hermanos enfurnados num sítio em Petrópolis, lapidando canções como Último Romance (há uma seqüência que elucida de onde vem o nome da música) ou Cara Estranho, são seguidas por cenas deles em shows, como no Abril Pro Rock de 2003, quando ainda não tinham lançado Ventura mas já eram adorados por aqui. Há passagens no Exterior (entre elas uma versão acústica de Anna Júlia gravada em Portugal), outros shows, os toques finais no disco; cada cena desse registro de bastidores dá a dimensão de como o grupo é entrosado, faz o que gosta e se sente feliz com isso.
Talvez por isso seja melhor ver primeiro o extra e depois a apresentação no Cine Íris para uma platéia de 800 fãs. A melhor definição sobre a proposta do Los Hermanos para a documentação de um show é dada pelo cineasta Eduardo Valente, que dirigiu a filmagem (4 câmeras 16mm profissionais e uma Bolex): "Eles me chamaram, queriam fazer em película, aí eu topei mas disse que nunca tinha feito algo assim e não saberia fazer como as outras pessoas normalmente fazem. Eles responderam que como as outras pessoas faziam era justo o que eles não queriam.
Então, por trás de tudo havia um conceito. Não é o registro do show, é um documentário sobre o show do Los Hermanos naquele dia". Prevalece o que Valente chama de "sentimento do show", um misto de alegria, êxtase, intensidade. Ao Vivo 28 de Junho significa, pois, que aos detratores não adianta reclamar: os Los Hermanos são uma das melhores bandas em atividade do Brasil, gigantes que emocionam ao vivo e sábios que aprenderam como eternizar sua obra. (Luciana Veras)
Serviço:
Los Hermanos no Cine Íris - Ao Vivo 28 de Junho (BMG)
Quanto: R$ 42,00 (preço médio)
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14.3.05
Hermaníacos no Orkut!
Foi criada pelo nosso companheiro Hugo Leonardo a comunidade Hermaníacos, você que visita nosso blog é o nosso convidado especial para entrar na nossa comunidade!!!
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Matéria sobre o DVD no site O bonde
Como preservar o culto
Los Hermanos atenua sede dos fiéis com DVD de show gravado
no Cine Íris, no Rio de Janeiro
Se o culto ao Los Hermanos quase atinge as raias do fanatismo patológico, a banda carioca sabe bem como prolongar esse êxtase de adoração. Cada música gravada para trilha de filme é bem pensada, toda participação em disco de outros artistas é planejada meticulosamente, não se ouve declaração polêmica o suficiente para causar choque. Los Hermanos não tem fãs, tem seguidores. Uma platéia de fiéis tão devotados que a banda se deu ao luxo de recusar as grifes "MTV Ao Vivo" e Globo para lançar o DVD de um show.
"Los Hermanos no Cine Íris ¿ 28 de Junho de 2004" (BMG), que acaba de chegar às lojas, transita naquela estranha intersecção entre ar blasé e cores passionais que caracteriza os discos do quarteto e que criou o mencionado culto: barbas mal cuidadas, arranhados desleixados na guitarra e camisas amassadas convivem com as pretensões "artísticas" do registro - em 16 mm -, que ficam nítidas nos ângulos inusitados, na importância dada a imagens da platéia, nas perdas de foco propositais, na iluminação simples e ao mesmo tempo metida a intensa (verifique a luz amarela sobre o rosto de Rodrigo Amarante ao fim de "Sentimental"). Planejamento e execução precisos, labuta extremada com o objetivo de fazer tudo parecer despojado.
É claro que fica ótimo: a mistura de rock, samba e MPB do Los Hermanos possui frescor e consistência capazes de provocar impacto mesmo após ter sido ouvida mil vezes. Como em todo show da banda, o coro apaixonado acompanha cada verso, e os destaques são muitos. Os metais de "O Vencedor" soam ainda mais belos ao vivo; "Todo Carnaval Tem Seu Fim", "A Flor", "Quem Sabe" e "Cara Estranho" preservam a faceta hardcore original do quarteto e ganham mais peso e sujeira; e as baladas de Amarante ("O Velho e o Moço", "Sentimental") ficam mais cortantes, como se isso fosse possível.
Quem foi a algum show do Los Hermanos nos últimos anos vai detectar truques corriqueiros. A paradinha em "O Vencedor", a exclusão solene da última parte de "Quem Sabe", a postura de palco debilóide de Amarante (aqui, aparentemente sem aditivos alcoólicos) ¿ está tudo lá, em tons tão previsíveis que em certos momentos o DVD ganha odores burocráticos. Mas seria injustiça reclamar, o Los Hermanos tem o show ideal, nem melhor nem pior do que os CDs, ainda que com nuances distintas entre palco e estúdio. São poucas as bandas nacionais que conseguem isso.
O extra "Além do Que se Vê", documentário de cerca de uma hora que mostra os ensaios, gravações e turnê do álbum "Ventura" (2003), é de interesse restrito aos fiéis. Há momentos preciosos, como a cena em que Marcelo Camelo trabalha a primeira versão da letra de "Cara Estranho" e uma interpretação na íntegra da maravilhosa "Santa Chuva" (a Warner pode pagar quanto jabá quiser, Maria Rita nunca vai ser capaz de igualar tal magia), mas o restante é um tanto tedioso. Nada que comprometa. Mas este quarto álbum já está demorando, ou não?
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Matéria sobre o DVD no site O bonde
Como preservar o culto
Los Hermanos atenua sede dos fiéis com DVD de show gravado
no Cine Íris, no Rio de Janeiro
Se o culto ao Los Hermanos quase atinge as raias do fanatismo patológico, a banda carioca sabe bem como prolongar esse êxtase de adoração. Cada música gravada para trilha de filme é bem pensada, toda participação em disco de outros artistas é planejada meticulosamente, não se ouve declaração polêmica o suficiente para causar choque. Los Hermanos não tem fãs, tem seguidores. Uma platéia de fiéis tão devotados que a banda se deu ao luxo de recusar as grifes "MTV Ao Vivo" e Globo para lançar o DVD de um show.
"Los Hermanos no Cine Íris ¿ 28 de Junho de 2004" (BMG), que acaba de chegar às lojas, transita naquela estranha intersecção entre ar blasé e cores passionais que caracteriza os discos do quarteto e que criou o mencionado culto: barbas mal cuidadas, arranhados desleixados na guitarra e camisas amassadas convivem com as pretensões "artísticas" do registro - em 16 mm -, que ficam nítidas nos ângulos inusitados, na importância dada a imagens da platéia, nas perdas de foco propositais, na iluminação simples e ao mesmo tempo metida a intensa (verifique a luz amarela sobre o rosto de Rodrigo Amarante ao fim de "Sentimental"). Planejamento e execução precisos, labuta extremada com o objetivo de fazer tudo parecer despojado.
É claro que fica ótimo: a mistura de rock, samba e MPB do Los Hermanos possui frescor e consistência capazes de provocar impacto mesmo após ter sido ouvida mil vezes. Como em todo show da banda, o coro apaixonado acompanha cada verso, e os destaques são muitos. Os metais de "O Vencedor" soam ainda mais belos ao vivo; "Todo Carnaval Tem Seu Fim", "A Flor", "Quem Sabe" e "Cara Estranho" preservam a faceta hardcore original do quarteto e ganham mais peso e sujeira; e as baladas de Amarante ("O Velho e o Moço", "Sentimental") ficam mais cortantes, como se isso fosse possível.
Quem foi a algum show do Los Hermanos nos últimos anos vai detectar truques corriqueiros. A paradinha em "O Vencedor", a exclusão solene da última parte de "Quem Sabe", a postura de palco debilóide de Amarante (aqui, aparentemente sem aditivos alcoólicos) ¿ está tudo lá, em tons tão previsíveis que em certos momentos o DVD ganha odores burocráticos. Mas seria injustiça reclamar, o Los Hermanos tem o show ideal, nem melhor nem pior do que os CDs, ainda que com nuances distintas entre palco e estúdio. São poucas as bandas nacionais que conseguem isso.
O extra "Além do Que se Vê", documentário de cerca de uma hora que mostra os ensaios, gravações e turnê do álbum "Ventura" (2003), é de interesse restrito aos fiéis. Há momentos preciosos, como a cena em que Marcelo Camelo trabalha a primeira versão da letra de "Cara Estranho" e uma interpretação na íntegra da maravilhosa "Santa Chuva" (a Warner pode pagar quanto jabá quiser, Maria Rita nunca vai ser capaz de igualar tal magia), mas o restante é um tanto tedioso. Nada que comprometa. Mas este quarto álbum já está demorando, ou não?
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8.3.05
LOS HERMANOS CONFIRMADO PARA O ABRIL PRO ROCK 2005!!!
Confiram a programação completa do festival:
sexta 15 - 21h
Placebo (UK)
Los Hermanos (RJ)
+ 5 bandas do concurso Claro que é Rock
sábado 16 - 17h
Sepultura (BH)
Shaaman (SP)
Dead Fish (ES)
Massacration (SP)
Retrofoguetes (BA)
MQN (GO)
Matanza (RJ)
Chaosphere (PE)
Silent Moon (PE)
domingo 17 - 17h
Orquestra Manguefônica (PE)
DJ Dolores : Aparelhagem (PE)
Mombojó x Arto Lindsay (PE)
Gram (SP)
The Legendary Tiger Man (Portugal)
Leela (RJ)
Superoutro (PE)
Volver (PE)
Daniel Belleza e os Corações em Fúria (SP)
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Saiu no O GLOBO
Los Hermanos sem o impacto que têm ao vivo
Antonio Carlos Miguel
Sim, Los Hermanos é o mais interessante grupo surgido no rock brasileiros nos últimos anos. Com três CDs lançados em cerca de seis anos de carreira, o quarteto carioca abriu as comportas do gênero, em músicas que flertam com o formato da canção popular brasileira. No palco, eles também impressionam e as composições nada simples de Marcelo Camelo ou Rodrigo Amarante quase sempre são acompanhadas em coro pela platéia, em shows para lá de empolgantes. Com tais ingredientes, repertório acima da média, público caloroso, parecia impossível errar na estréia do quarteto carioca no formato DVD. Mas 'Los Hermanos no Cine Íris' (Sony/BMG) fica devendo.
Filmado em película, algo que garante qualidade de imagem, o posicionamento das câmeras e a edição, no entanto, não contribuem para captar a sensação que um show dos Hermanos passa. Apesar de tantas ressalvas, o registro sonoro é bom e as 20 canções incluídas no repertório oferecem bom retrospecto da carreira do grupo. Gravado no ano passado, quando eles faziam o show de lançamento de seu terceiro CD, "Ventura", aqui está o creme de Camelo ("Todo carnaval tem seu fim", "Samba a dois", "De onde vem a calma", "Tá bom") e Amarante ("Sentimental", "Último romance" e "Quem sabe"). O grupo também dá sua versão para "Cara estranho, samba de Camelo lançado por Maria Rita em sua estréia.
Além do show, o DVD traz um documentário meio tosco das sessões de ensaio e de gravação de "Ventura". Nada que acrescente.
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Matéria no Gazeta de Alagoas
Leia Aqui
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Confiram a programação completa do festival:
sexta 15 - 21h
Placebo (UK)
Los Hermanos (RJ)
+ 5 bandas do concurso Claro que é Rock
sábado 16 - 17h
Sepultura (BH)
Shaaman (SP)
Dead Fish (ES)
Massacration (SP)
Retrofoguetes (BA)
MQN (GO)
Matanza (RJ)
Chaosphere (PE)
Silent Moon (PE)
domingo 17 - 17h
Orquestra Manguefônica (PE)
DJ Dolores : Aparelhagem (PE)
Mombojó x Arto Lindsay (PE)
Gram (SP)
The Legendary Tiger Man (Portugal)
Leela (RJ)
Superoutro (PE)
Volver (PE)
Daniel Belleza e os Corações em Fúria (SP)
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Saiu no O GLOBO
Los Hermanos sem o impacto que têm ao vivo
Antonio Carlos Miguel
Sim, Los Hermanos é o mais interessante grupo surgido no rock brasileiros nos últimos anos. Com três CDs lançados em cerca de seis anos de carreira, o quarteto carioca abriu as comportas do gênero, em músicas que flertam com o formato da canção popular brasileira. No palco, eles também impressionam e as composições nada simples de Marcelo Camelo ou Rodrigo Amarante quase sempre são acompanhadas em coro pela platéia, em shows para lá de empolgantes. Com tais ingredientes, repertório acima da média, público caloroso, parecia impossível errar na estréia do quarteto carioca no formato DVD. Mas 'Los Hermanos no Cine Íris' (Sony/BMG) fica devendo.
Filmado em película, algo que garante qualidade de imagem, o posicionamento das câmeras e a edição, no entanto, não contribuem para captar a sensação que um show dos Hermanos passa. Apesar de tantas ressalvas, o registro sonoro é bom e as 20 canções incluídas no repertório oferecem bom retrospecto da carreira do grupo. Gravado no ano passado, quando eles faziam o show de lançamento de seu terceiro CD, "Ventura", aqui está o creme de Camelo ("Todo carnaval tem seu fim", "Samba a dois", "De onde vem a calma", "Tá bom") e Amarante ("Sentimental", "Último romance" e "Quem sabe"). O grupo também dá sua versão para "Cara estranho, samba de Camelo lançado por Maria Rita em sua estréia.
Além do show, o DVD traz um documentário meio tosco das sessões de ensaio e de gravação de "Ventura". Nada que acrescente.
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Matéria no Gazeta de Alagoas
Leia Aqui
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7.3.05
+ Resenhas sobre o DVD dos Los Hermanos.
-Folha de Pernambuco
-Jornal da Paraíba
Matéria no Correio Braziliense
Na intimidade
Primeiro DVD do Los Hermanos fora do esquema MTV mostra a banda em momentos de criação, num sítio
Mariana Peixoto
Do estado de Minas
Ainda que façam força para não estar lá, é incontestável que Los Hermanos ocupam lugar de destaque no mainstream do pop nacional. A postura de anti-rock star sempre acompanhou Marcelo Camelo, Rodrigo Amarante (guitarras e voz), Bruno Medina (teclados) e Rodrigo Barba (bateria). Com seu primeiro DVD produzido pela banda (o Luau MTV não conta, já que foi tirado do programa homônimo exibido na emissora de música) não seria diferente.
Para a direção, em vez de chamar um cara que tivesse familiaridade com a linguagem de videoclipe, fizeram o caminho inverso. Convidaram o curta-metragista Eduardo Valente, que usou músicas do grupo em seus dois filmes (Um sol alaranjado, eleito melhor curta estudantil no Festival de Cannes em 2002, e Castanho) para assumir o posto. Até então, ele não tinha feito nada parecido.
A captação foi em película 16mm, o que representa um ganho nas imagens. O cenário escolhido para o show, realizado em 28 de junho de 2004, é também fora do comum: o Cine Íris, tradicional cinema pornô da Cinelândia, no Rio de Janeiro, que ganhou uma aura cult graças a festas esporádicas promovidas lá.
O show não apresenta novidade para quem acompanhou de perto a turnê Ventura, nome do terceiro álbum da banda. Treze das 20 faixas são deste disco. O restante é dividido entre as melhores canções de Bloco do eu sozinho (de 2001, como Retrato pra Iaiá, Sentimental, Todo carnaval tem seu fim e A flor) e Los Hermanos (de 1999, como Quem sabe). Sem convidados (além dos quatro hermanos, só estão no palco os quatro instrumentistas que os acompanham; o baixista Gabriel Bubu, Bubu Trompete, o saxofonista Marcelo Costa e o trombonista Mauro Zacharias) ou versões, como virou marca em trabalhos que foram produzidos ou se inspiraram nos especiais MTV, o DVD traz a banda como ela é.
Para os fãs, obrigatório é o documentário Além do que se vê. O registro acompanhou a banda na pré-produção e gravação de Ventura, além dos shows deste disco. O caráter intimista (em raros momentos eles se dirigem diretamente para a câmera) é bem a cara do grupo.
No sítio, vemos os músicos no momento de criação, acordando, indo dormir, batendo papo, num clima muito gente-como-a-gente (com lampejos de Big Brother). Há exageros, como filmar, com música ao fundo, formigas, sapos e outros bichos que estavam no sítio. Os melhores momentos são os da turnê. Assim que Ventura ficou pronto o grupo tocou pela primeira vez, no Abril Pro Rock, em Recife, a música O vencedor (meses depois, eles retornaram à capital pernambucana e a canção já havia se tornado um hino). Outra curiosidade é que Anna Júlia só aparece uma vez no DVD: em gravação de voz e violão em Portugal.
Os barbudos não resolveram dar as caras. Atualmente eles estão enfurnados em um sítio de Petrópolis, na região serrana do Rio, fazendo a pré-produção do quarto álbum. A gravação, nos próximos meses, será também no Rio, com produção de Kassin, o mesmo que assinou o trabalho anterior.
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Saiu uma matéria na nova edição da Revista ISTOÉ Gente, a nota elogia o show do DVD mas, crítica friamente o documentário "Além do que se vê".Veja a matéria abaixo:
DVD
Los Hermanos no Cine Íris
Vídeo capta fervor em torno do grupo em show filmado
em película, mas peca por documentário enfadonho
Mauro Ferreira
Os fãs dos Los Hermanos não precisam mais recorrer ao tosco DVD Luau MTV (2002) para poder ouvir o quarteto em casa com imagem e som digitais. A videografia da banda ganha substancial reforço com o lançamento do DVD Los Hermanos no Cine Íris, que registra em película show feito pelo grupo no palco de antiga sala de cinema pornô do Rio (hoje revitalizada com festas eletrônicas). O diretor Eduardo Valente soube captar o fervor dos fãs em torno da banda. Tanto que o público entoa em forte e espontâneo coro as 20 músicas do roteiro, divididas entre os vocalistas Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante.
O DVD oferece farto material adicional. Trata-se do documentário "Além do que se Vê", que mostra, com imagens de nível amador, a gênese do último CD do grupo, Ventura. Mas o que poderia ser interessante resulta enfadonho pela falta de um roteiro que costure e valorize as imagens, captadas durante a pré-produção do disco (num sítio na região serrana do Rio), a gravação no estúdio e a turnê promocional do CD. O quarteto não esmiuça seu processo de criação, como fez Ed Motta, por exemplo, em seu excelente DVD.
Há um ou outro momento bacana, como Camelo e Amarante num estúdio de Portugal, cantando e tocando ao violão a hoje renegada "Anna Júlia", excluída do roteiro do show oficial. Mas, no todo, o que se vê são imagens íntimas do cotidiano da banda, como Camelo ajeitando o cabelo na piscina. O documentário lembra até o programa Big Brother em seus piores momentos, quando nada de fato acontece. Vale pelo show.
.:.
1º LUGAR
O DVD Los Hermanos no Cine íris - 28 de Junho de 2004 conquistou o 1º LUGAR em vendas na Livraria Cultura, Clique aqui para acompanhar o ranking e tambem para comprar o seu DVD.
-Folha de Pernambuco
-Jornal da Paraíba
Matéria no Correio Braziliense
Na intimidade
Primeiro DVD do Los Hermanos fora do esquema MTV mostra a banda em momentos de criação, num sítio
Mariana Peixoto
Do estado de Minas
Ainda que façam força para não estar lá, é incontestável que Los Hermanos ocupam lugar de destaque no mainstream do pop nacional. A postura de anti-rock star sempre acompanhou Marcelo Camelo, Rodrigo Amarante (guitarras e voz), Bruno Medina (teclados) e Rodrigo Barba (bateria). Com seu primeiro DVD produzido pela banda (o Luau MTV não conta, já que foi tirado do programa homônimo exibido na emissora de música) não seria diferente.
Para a direção, em vez de chamar um cara que tivesse familiaridade com a linguagem de videoclipe, fizeram o caminho inverso. Convidaram o curta-metragista Eduardo Valente, que usou músicas do grupo em seus dois filmes (Um sol alaranjado, eleito melhor curta estudantil no Festival de Cannes em 2002, e Castanho) para assumir o posto. Até então, ele não tinha feito nada parecido.
A captação foi em película 16mm, o que representa um ganho nas imagens. O cenário escolhido para o show, realizado em 28 de junho de 2004, é também fora do comum: o Cine Íris, tradicional cinema pornô da Cinelândia, no Rio de Janeiro, que ganhou uma aura cult graças a festas esporádicas promovidas lá.
O show não apresenta novidade para quem acompanhou de perto a turnê Ventura, nome do terceiro álbum da banda. Treze das 20 faixas são deste disco. O restante é dividido entre as melhores canções de Bloco do eu sozinho (de 2001, como Retrato pra Iaiá, Sentimental, Todo carnaval tem seu fim e A flor) e Los Hermanos (de 1999, como Quem sabe). Sem convidados (além dos quatro hermanos, só estão no palco os quatro instrumentistas que os acompanham; o baixista Gabriel Bubu, Bubu Trompete, o saxofonista Marcelo Costa e o trombonista Mauro Zacharias) ou versões, como virou marca em trabalhos que foram produzidos ou se inspiraram nos especiais MTV, o DVD traz a banda como ela é.
Para os fãs, obrigatório é o documentário Além do que se vê. O registro acompanhou a banda na pré-produção e gravação de Ventura, além dos shows deste disco. O caráter intimista (em raros momentos eles se dirigem diretamente para a câmera) é bem a cara do grupo.
No sítio, vemos os músicos no momento de criação, acordando, indo dormir, batendo papo, num clima muito gente-como-a-gente (com lampejos de Big Brother). Há exageros, como filmar, com música ao fundo, formigas, sapos e outros bichos que estavam no sítio. Os melhores momentos são os da turnê. Assim que Ventura ficou pronto o grupo tocou pela primeira vez, no Abril Pro Rock, em Recife, a música O vencedor (meses depois, eles retornaram à capital pernambucana e a canção já havia se tornado um hino). Outra curiosidade é que Anna Júlia só aparece uma vez no DVD: em gravação de voz e violão em Portugal.
Os barbudos não resolveram dar as caras. Atualmente eles estão enfurnados em um sítio de Petrópolis, na região serrana do Rio, fazendo a pré-produção do quarto álbum. A gravação, nos próximos meses, será também no Rio, com produção de Kassin, o mesmo que assinou o trabalho anterior.
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3.3.05
DVD
Los Hermanos no Cine Íris
Vídeo capta fervor em torno do grupo em show filmado
em película, mas peca por documentário enfadonho
Mauro Ferreira
Os fãs dos Los Hermanos não precisam mais recorrer ao tosco DVD Luau MTV (2002) para poder ouvir o quarteto em casa com imagem e som digitais. A videografia da banda ganha substancial reforço com o lançamento do DVD Los Hermanos no Cine Íris, que registra em película show feito pelo grupo no palco de antiga sala de cinema pornô do Rio (hoje revitalizada com festas eletrônicas). O diretor Eduardo Valente soube captar o fervor dos fãs em torno da banda. Tanto que o público entoa em forte e espontâneo coro as 20 músicas do roteiro, divididas entre os vocalistas Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante.
O DVD oferece farto material adicional. Trata-se do documentário "Além do que se Vê", que mostra, com imagens de nível amador, a gênese do último CD do grupo, Ventura. Mas o que poderia ser interessante resulta enfadonho pela falta de um roteiro que costure e valorize as imagens, captadas durante a pré-produção do disco (num sítio na região serrana do Rio), a gravação no estúdio e a turnê promocional do CD. O quarteto não esmiuça seu processo de criação, como fez Ed Motta, por exemplo, em seu excelente DVD.
Há um ou outro momento bacana, como Camelo e Amarante num estúdio de Portugal, cantando e tocando ao violão a hoje renegada "Anna Júlia", excluída do roteiro do show oficial. Mas, no todo, o que se vê são imagens íntimas do cotidiano da banda, como Camelo ajeitando o cabelo na piscina. O documentário lembra até o programa Big Brother em seus piores momentos, quando nada de fato acontece. Vale pelo show.
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1º LUGAR
O DVD Los Hermanos no Cine íris - 28 de Junho de 2004 conquistou o 1º LUGAR em vendas na Livraria Cultura, Clique aqui para acompanhar o ranking e tambem para comprar o seu DVD.
2.3.05
O FIM DA ERA CHARLIE BROWN JR.
Foi com grande alegria e satisfação que acabei de ler em uma reportagem que os músicos da banda paulista CBJr. estariam chegando ao fim...é o fim de uma era...felizmente foi uma banda que nada acrescentou ao imenso cenário musical brasileiro e que só agradava os telespectadores da MTV e do Faustão...Agora, novos tempos estão surgindo, as bandas novas estão aí(Ludov,Gram,Mombojó,Ramirez etc...) E VIVA A ARTE MUSICAL BRASILEIRA, VIVA A MÚSICA DO CORAÇÃO!!!
Trecho da reportagem:
Eles estão por aí, sim. Na atividade, nem tanto. Os boatos que tiravam o sono dos fãs se confirmaram, e o Charlie Brown Jr. resolveu tirar férias sem data para voltar. A notícia, antecipada ontem pela coluna Vip Vupt, do DIA, foi confirmada ontem pelos empresários da banda, e pessoas próximas ao grupo afirmam que não há volta. A banda, que lançou no fim do ano passado o CD Tamo aí na atividade, chegou ao fim.
...E o pensamento de Chorão já parece distante do palco. O vocalista, que está sendo processado por ter agredido Marcelo Camelo, do Los Hermanos, almoçou ontem em São Paulo com os produtores do filme Magnata, que Chorão vai dirigir e protagonizar ao lado do ator Paulo Vilhena. O vocalista também pensa em CD solo, assim como o baixista Champignon.
...NA JUSTIÇA - "Sou o errado que deu certo", disse Chorão em recente entrevista. Atitudes explosivas são a marca do vocalista, que ano passado quebrou com um soco o nariz de Marcelo Camelo, num aeroporto de Fortaleza, por não concordar com declarações feitas numa entrevista pelo músico do Los Hermanos. No último dia 19, após o primeiro show da nova (e já abortada) turnê, no Rio, Chorão recebeu de um oficial de justiça a notificação: está sendo processado por danos morais e materiais, porque Camelo chegou a ser operado e adiar shows.
.:.
De todas as lojas que já estão vendendo o DVD dos Los Hermanos, o FNAC é o mais em conta.O fã que quiser comprar o DVD vai pagar R$ 36,70(O mais barato), então essa é a hora de comprar, não percam tempo!!!
.:.
Nota sobre o DVD no Jornal Diário de São Paulo
Los Hermanos como nunca se viu
Por Marcos Pinho
Primeiro DVD do grupo tem cara de documentário
em registro de show e ensaio para gravação de CD.
Quase uma exceção no pop brasileiro, o grupo carioca Los Hermanos vem demonstrando personalidade na condução da carreira. Enquanto seus colegas topam os esquemões da indústria (acústico, ao vivo etc.) os Hermanos rejeitam seu maior hit ("Anna Júlia"), não freqüentam os programas populares de TV e praticam um pop-rock com forte influência da MPB. Só não tiveram como recusar a proposta de gravar um DVD, o novo filão do mercado. Porém, fizeram à sua maneira em "Los Hermanos no Cine Íris" (BMG, R$ 42,90).
Gravado em 28 de junho do ano passado no Rio, o DVD contém um show dos Hermanos na turnê do disco "Ventura". O tratamento é de cinema, com câmeras 16mm e direção do cineasta Eduardo Valente ("Castanho"). Os enquadramentos escapam do convencional e captam a espontaneidade dos músicos e do público, que canta o repertório do início ao fim. Até parece documentário.
O tom documental fica mais explícito em "Além do Que Se Vê", registro caseiro, com câmera digital, dos ensaios para a gravação de "Ventura" e também dos primeiros shows. As imagens, mesmo que imperfeitas, mostram o processo criativo e a intimidade da banda.
Foi com grande alegria e satisfação que acabei de ler em uma reportagem que os músicos da banda paulista CBJr. estariam chegando ao fim...é o fim de uma era...felizmente foi uma banda que nada acrescentou ao imenso cenário musical brasileiro e que só agradava os telespectadores da MTV e do Faustão...Agora, novos tempos estão surgindo, as bandas novas estão aí(Ludov,Gram,Mombojó,Ramirez etc...) E VIVA A ARTE MUSICAL BRASILEIRA, VIVA A MÚSICA DO CORAÇÃO!!!
Trecho da reportagem:
Eles estão por aí, sim. Na atividade, nem tanto. Os boatos que tiravam o sono dos fãs se confirmaram, e o Charlie Brown Jr. resolveu tirar férias sem data para voltar. A notícia, antecipada ontem pela coluna Vip Vupt, do DIA, foi confirmada ontem pelos empresários da banda, e pessoas próximas ao grupo afirmam que não há volta. A banda, que lançou no fim do ano passado o CD Tamo aí na atividade, chegou ao fim.
...E o pensamento de Chorão já parece distante do palco. O vocalista, que está sendo processado por ter agredido Marcelo Camelo, do Los Hermanos, almoçou ontem em São Paulo com os produtores do filme Magnata, que Chorão vai dirigir e protagonizar ao lado do ator Paulo Vilhena. O vocalista também pensa em CD solo, assim como o baixista Champignon.
...NA JUSTIÇA - "Sou o errado que deu certo", disse Chorão em recente entrevista. Atitudes explosivas são a marca do vocalista, que ano passado quebrou com um soco o nariz de Marcelo Camelo, num aeroporto de Fortaleza, por não concordar com declarações feitas numa entrevista pelo músico do Los Hermanos. No último dia 19, após o primeiro show da nova (e já abortada) turnê, no Rio, Chorão recebeu de um oficial de justiça a notificação: está sendo processado por danos morais e materiais, porque Camelo chegou a ser operado e adiar shows.
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De todas as lojas que já estão vendendo o DVD dos Los Hermanos, o FNAC é o mais em conta.O fã que quiser comprar o DVD vai pagar R$ 36,70(O mais barato), então essa é a hora de comprar, não percam tempo!!!
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Nota sobre o DVD no Jornal Diário de São Paulo
Los Hermanos como nunca se viu
Por Marcos Pinho
Primeiro DVD do grupo tem cara de documentário
em registro de show e ensaio para gravação de CD.
Quase uma exceção no pop brasileiro, o grupo carioca Los Hermanos vem demonstrando personalidade na condução da carreira. Enquanto seus colegas topam os esquemões da indústria (acústico, ao vivo etc.) os Hermanos rejeitam seu maior hit ("Anna Júlia"), não freqüentam os programas populares de TV e praticam um pop-rock com forte influência da MPB. Só não tiveram como recusar a proposta de gravar um DVD, o novo filão do mercado. Porém, fizeram à sua maneira em "Los Hermanos no Cine Íris" (BMG, R$ 42,90).
Gravado em 28 de junho do ano passado no Rio, o DVD contém um show dos Hermanos na turnê do disco "Ventura". O tratamento é de cinema, com câmeras 16mm e direção do cineasta Eduardo Valente ("Castanho"). Os enquadramentos escapam do convencional e captam a espontaneidade dos músicos e do público, que canta o repertório do início ao fim. Até parece documentário.
O tom documental fica mais explícito em "Além do Que Se Vê", registro caseiro, com câmera digital, dos ensaios para a gravação de "Ventura" e também dos primeiros shows. As imagens, mesmo que imperfeitas, mostram o processo criativo e a intimidade da banda.


